quinta-feira, 18 de junho de 2009

A Hora da Verdade

· TAMBORES DE GUERRA DO VALE DO JAGUARI – RS – A HORA DA VERDADE

· (a) JOÃO XIMENES FILHO – Bel Dr – Pqdt EB 9.362 – Coordenador do Movimento Nacional dos Bacharéis em Direito das Cidades do Vale do Jaguari - RS

O BRASIL DO LOBISMO EXPLÍCITO, DA BLINDAGEM EXPÚRIA, CPIS QUE ACABAM EM PIZZA E DA MÃE DA IMPUNIDADE – A IMUNIDADE PARLAMENTAR... Todos os conchavos de autoridades na contra-mão dos nossos Direitos Fundamentais, passam obrigatóriamente por aqui... E A CORRUPÇÃO AGRADECE , PENHORADAMENTE ....
E A OAB QUE METE O BICO COM TODO MUNDO E SÓ PREOCUPA EM MANTER O FRAUDULENTO EXAME DE ORDEM , PARA ALIJAR DO MERCADO DE TRABALHO OS BACHARÉIS DE DIREITO QUE A SUSTENTAM , ATUALMENTE COM A MERRECA DE DOIS BILHÕES DE REAIS, . APROXIMADAMENTE,
SERÁ QUE TAMBÉM NÃO SABE DE NADA... OU TAMBÉM É CEGA ... ???...
Vejamos :
Planalto deve usar maioria na CPI para blindar a Dilma, que é Diretora Administrativa da Petrobrás
AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - O Planalto vai usar a maioria que tem na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobrás para derrubar requerimentos de convocação de autoridades considerados inconvenientes?. O objetivo é blindar o governo e impedir respingos na direção da provável candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), à Presidência, em 2010.
Em conversas reservadas, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmam que o Planalto não deixará a CPI se transformar em palanque para a oposição na temporada pré-eleitoral.

Na disputa política com tucanos e democratas, segundo os auxiliares do presidente, Lula tentará colar nos adversários o carimbo do impatriotismo. Em uma espécie de reedição da campanha o petróleo é nosso, que marcou os anos 50, o presidente voltará a falar do novo modelo de exploração na recém-descoberta camada de pré-sal.


”Essa CPI vai ser um tiro no pé para o PSDB,” disse um interlocutor do presidente. Numa tática combinada, o PT baterá na tecla de que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) já teria tentado privatizar a Petrobrás. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

* Nosso Comentário – Privatizar é uma coisa – Investigar é outra !!! E afinal de contas, porque tanto interesse do Governo em Blindar as investigações na Petrobrás ? – ela pode e deve ser investigada como qualquer outra entidade que possa cometer fraudes, ou estaríamos privilegiando a impunidade dos ilícitos, porventura cometidos. Até porque a OAB está recheada desse procedimento n o Exame de Ordem e ninguém faz nada para acabar com esta imundície.

Tags: CPI da Petrobras, oposição, e
Sem-terra liderados por Rainha apoiam Dilma para 2010
JOSÉ MARIA TOMAZELA - Agencia Estado

SOROCABA - Integrantes do movimento de sem-terra do Pontal do Paranapanema e região de Araçatuba, no oeste paulista, manifestaram hoje apoio à candidatura da ministra chefe da Casa Civil Dilma Rousseff à presidência da República. Em evento no município de Mirante para discutir o projeto do biodiesel na região, bancado pelo governo federal, o líder dissidente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-terra (MST), José Rainha Júnior, leu uma carta da ministra chefe da Casa Civil Dilma Roussef de apoio ao programa. "Aproveitamos para lançá-la como a candidata dos sem-terra à presidência", afirmou.


Durante o encontro, os sem-terra aprovaram, em plebiscito, a transferência da gestão da reforma agrária em São Paulo, hoje a cargo da Fundação Instituto de Terras (Itesp), órgão do governo estadual, para o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Dos 3.700 votantes, 95% optaram pelo órgão federal, enquanto 3% preferiram o Itesp - houve 2% de votos brancos e nulos. O resultado será encaminhado aos governos paulista e federal.
LADRÕES DO ERÁRIO
SÉRIE FIGURAS DO BRASIL

Entre os maiores ladrões do erário público brasileiro nos últimos tempos, alguns nomes merecem destaque. Alguns deles, já sentenciados pela morosa Justiça, responsável pela impunidade de muitos outros que ainda não foram devidamente penalizados.

Alguns deles já passaram para outra, a exemplo de Paulo Cesar Faria, assassinado provavelmente pelo irmão ou a seu mando, que desencadeou o escândalo culminando com o impeachment do ex presidente Fernando Collor, em 1992; ex deputado federal João Alves de Almeida (escândalo dos Anões do Orçamento)- que lavava dinheiro jogando na Loteria ou comprando bilhetes premiados.

Entre os sentenciados, Georgina de Freitas (fraudou o INSS), o Juiz Lalau (169 milhões de dólares desviados do TRT de São Paulo), Fernandinho Beira Mar (traficante de drogas e armas), ex -deputado federal Hildebrando Pascoal (que serrava suas vítimas), o doleiro Toninho da Barcelona, entre outros.

Entre os beneficiários de prescrição dos crimes, o senador Luis Estêvam, o deputado federal Jader Barbalho e o senador Luiz Otávio, os dois últimos na ativa, participando como ninguém da vida pública nacional.

Em fase de quase julgamento os Maluf - Paulo e Flávio. Paulo Maluf, por ter desviado das obras da prefeitura de São Paulo, quase um bilhão de reais, depositados em contas no exterior, beneficiando-se, bem como o seu filho Flávio e sua esposa Sílvia. Sem falar no ex-prefeito Celso Pita, em condições semelhantes.

Os ex -deputados Severino Cavalcanti e Valdemar da Costa Neto que renunciaram para não serem cassados e Roberto Jefferson que denunciou o esquema de corrupção no governo Lula e foi o primeiro a ser cassado.

Segundo noticiário da imprensa, há um lugar todo especial nessa galeria de ladrões para Marcos Valério Fernandes de Souza, Duda Mendonça e os dirigentes do PT: José Genoíno, Silvio Pereira, Delúbio Soares, ex ministro Luiz Guschiken, deputados José Dirceu, João Paulo Cunha, José Mentor, Professor Luizinho e uma lista de outros tantos, todos denunciados por Roberto Jefferson.

Entre os fugitivos, Salvatore Cacciola (Banco Marca e Fonte Cindam)que reside na Itália, desfrutando de um bilhão de reais que afanou no Brasil, dando grande prejuízo ao Banco Central.

Para não esgotar o repertório, deixo para uma próxima o comentário de mais alguns ratos que comeram muito queijo dos cofres públicos.
Ricardo De Benedictis
Publicado no Recanto das Letras em 30/07/2005
Código do texto: T38821
A CPI das Ambulâncias, instalada em junho pelo Congresso Nacional, apresentou em dois meses um relatório que levou à abertura de processo contra 84 parlamentares, suspeitos de envolvimento na máfia das sanguessugas. No Brasil, as Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) têm sido importantes no avanço da democracia, no combate à corrupção e ao crime organizado. Por meio de uma CPI, o Congresso desmanchou a corrupção no governo Fernando Collor. Foi uma CPI que provocou a cassação e renúncia de um grupo de deputados que desviava dinheiro do Orçamento da União, conhecidos como "anões do Orçamento".
Em 1999, o deputado Hildebrando Pascoal foi cassado depois de ser investigado pela CPI do Narcotráfico. (Hildebrando era acusado de liderar um bando que matava e serrava suas vítimas no Acre.) "As CPIs contribuíram para fortalecer as instituições políticas brasileiras e avançar alguns passos no permanente combate à corrupção nas democracias presidencialistas", diz o cientista político Wanderley Guilherme dos Santos.
Mas uma questão tem chamado a atenção dos especialistas. Ainda que sejam um importante instrumento do regime democrático, essenciais para o equilíbrio entre os poderes e o exercício de uma das funções mais nobres do Legislativo - fiscalizar o Executivo -, as CPIs vêm sendo banalizadas. Elas têm, progressivamente, virado arma de promoção pessoal de políticos, munição para alvejar adversários e, nos piores casos, balcão de negociatas em que empresários são intimidados ou achacados, segundo afirmam os próprios parlamentares.
Desde que o Congresso atual tomou posse, em 2003, foi pedida a abertura de 34 CPIs. Quase uma a cada mês. Dezoito foram instaladas. Apenas metade tinha sido concluída até a semana passada. Pede-se CPI para tudo. Até para investigar os radares de trânsito que aplicam multa por excesso de velocidade ou para avaliar a venda da fábrica de chocolates Garoto para a Nestlé. As CPIs passaram a ocupar tanto tempo da agenda do Congresso que a principal função dos parlamentares - legislar - ficou relegada a segundo plano. Reformas urgentes ficam paradas e decisões importantes sobre o futuro do país são esquecidas.
Nos últimos anos, algumas CPIs foram tão desfiguradas que sua existência passou a ser questionada. Em entrevista recente ao jornal Folha de S.Paulo, o economista americano Albert Fishlow afirmou que as CPIs "representam um passo para trás" porque distorcem a função de deputados e senadores. "No Brasil, há muitas leis ainda necessárias para que o país acelere a taxa de crescimento, melhore a distribuição de renda", disse Fishlow. "Deve haver maneiras melhores de tratar das atividades ilegais." O cientista político Fábio Wanderley Reis, da Universidade Federal de Minas Gerais, é mais enfático: "A CPI é um instrumento equivocado, ambíguo e fatalmente se transforma em algo faccioso e partidário."
O uso eleitoreiro das comissões também prejudicou investigações relevantes. A CPI dos Bingos foi tão desvirtuada que ganhou o apelido de "CPI do Fim do Mundo". Criada para apurar denúncias de corrupção contra o ex-assessor parlamentar da Presidência Waldomiro Diniz, ela passou a ser usada pela oposição na estratégia de desmoralizar o governo Lula. Em vez de investigar o jogo ilegal, os parlamentares ampliaram as investigações. Só ouviram um dono de bingo, mas promoveram longos depoimentos sobre o assassinato do prefeito Celso Daniel e denúncias de corrupção durante a gestão de Antônio Palocci na Prefeitura de Ribeirão Preto. "Nos últimos quatro anos, as CPIs se desprenderam do interesse público e se engajaram na política ordinária e passaram a seguir uma lógica eleitoral", afirma Luís Roberto Barroso, professor de Direito Constitucional da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. "Com esse desvirtuamento, perderam tanto o governo quanto a oposição."
Na condução da maioria das CPIs, a agenda de promoção pessoal dos parlamentares costuma ditar a tônica dos trabalhos. "As CPIs trabalham muito mais para atender a um anseio da mídia que na apuração dos fatos", diz o senador Amir Lando (PMDB-RO). "O que interessa é a notícia. Muitas vezes a investigação segue o rastro das notícias, quando deveria acontecer o oposto." Lando é o relator da CPI das Ambulâncias, ocupou a mesma função na CPI de PC Farias e foi presidente da CPI do Mensalão, comissão criada por influência do governo Lula para fustigar a oposição no auge das denúncias de corrupção contra o PT, no ano passado.
Instalada em 2003 para apurar remessas ilegais de dinheiro para paraísos fiscais, a CPI do Banestado foi outra a terminar, em dezembro de 2004, completamente desacreditada. Começou a desandar por causa da briga política entre PT e PSDB. Ela também foi talvez o caso mais exemplar dos abusos cometidos pelas CPIs desde a Constituição de 1988, quando ganharam poderes equivalentes aos das autoridades judiciárias de quebrar o sigilo bancário, fiscal e telefônico de pessoas investigadas. Ela quebrou indiscriminadamente os sigilos de políticos, empresários e artistas. O relator, José Mentor (PT-SP), foi acusado de montar um banco de dados com informações sobre a movimentação bancária de adversários do governo Lula.
Mentor sempre rechaçou as acusações. No momento mais deprimente, surgiram denúncias do uso de informações confidenciais da CPI em chantagens contra empresários. O ex-vereador de São Paulo Armando Mellão Neto foi preso em flagrante num flat quando recebia um envelope com R$ 581 mil. De acordo com a Polícia Federal, Mellão dizia estar vendendo proteção em nome de parlamentares da CPI. Ele nega.
"É necessário que as CPIs tenham bem definidos os limites do trabalho e aperfeiçoem o método jurídico na coleta de provas", diz Fabiano Santos, cientista político do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj). Exemplos internacionais mostram que a definição dos limites dos poderes das CPIs pode ser resolvida de diferentes formas. Na França, as investigações parlamentares são sigilosas. Somente o relatório final pode ser divulgado. Nos Estados Unidos, os parlamentares não podem quebrar sigilos nem decretar prisões. Têm de pedir autorização à Justiça. O limite foi uma resposta aos abusos cometidos nos anos 50 durante o movimento de caça aos comunistas liderado pelo senador Joseph McCarthy. Cabe à sociedade brasileira encontrar a receita para preservar as CPIs, combatendo a banalização e os excessos.

CPI DOS CORREIOS


ELCÍDIO ENTREGA RELATÓRIO AO MINISTÉRIO PÚBLICO, TCU E POLÍCIA FEDERAL por Laércio Franzon -
O presidente da CPI dos Correios, senador Delcídio Amaral (PT-MS) entregou, nesta terça-feira (11), ao Ministério Público Federal, ao Tribunal de Contas da União (TCU), à Polícia Federal o relatóriofinal elaborado pela comissão. Delcídio, acompanhadodo vice-presidente da comissão, deputado Asdrúbal Bentes (PMDB-PA),e do relator, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), entregaram cópias impressas e em CD dos relatórios e de todos os anexos aos três órgãos governamentais.Ao fazer a entregados documentos, Delcídio mencionou requerimento aprovado na comissão que possibilitou o compartilhamento de informações sigilosas com o Ministério Público facilitando o trabalho desse órgão. Ele destacou ainda a maior facilidade do trabalho investigativo do Ministério Publico, uma vez que não seria, como no caso das CPI, afetado por embates políticos.Denúncia Durante o encontro dos membros da CPI dos Correios com o Ministério Publico, o procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza anunciou a apresentação de denúncia no Supremo Tribunal Federal (STF) contra 40 pessoas envolvidas no denominado esquema do "mensalão". Entre os denunciados estão o ex-ministro José Dirceu, oex-presidente do PT José Genoíno, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, e o ex-secretário-geral Sílvio Pereira, além dos deputados João Paulo Cunha (PT-SP), José Janene (PP-PR), Romeu Queiroz (PTB-MG), João Magno (PT-MG)e o prefeito de Uberaba, Anderson Adauto.Ao comentar a denúncia apresentada pelo Ministério Público junto ao STF, Delcídio enfatizou o acerto das investigações da CPI dos Correios. Segundo ele a "coincidência" dos resultados do trabalho do Ministério Público e da CPI demonstra que os principais órgãos de controle e fiscalização brasileiros estão trabalhando em sintonia.- O importante é que os resultados são muito assemelhados e isso demonstra que a CPI dos Correios fez um bom trabalho, um trabalho para o Brasil, o que agora é confirmado pela Procuradoria-Geral da República- comemorou. TCUNa sede do TCU, Delcídio agradeceu ao presidente da instituição, ministro Adilson Motta, e ao ministro Ubiratan Aguiar pela analise de mais de 60 contratos irregulares firmados pela Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) e pelo Instituto de Reseguros do Brasil (IRB). PlenárioAo final da Ordem do Dia da sessão plenária desta terça-feira (11), os senadores César Borges (PFL-BA), Arthur Virgílio (PSDB-AM) e José Agripino (PFL-RN) elogiaram a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra os "mensaleiros".Confira a íntegra do pronunciamento de Lula em cadeia de rádio e TV da Folha OnlineConfira abaixo, PÉROLAS do pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em cadeia de rádio e Televisão."Meus amigos e minhas amigas,Sete de setembro é dia de emoção e reflexão. Neste dia, 183 anos atrás, começamos a nos tornar uma nação independente, marco histórico de uma luta iniciada bem antes e que continua até hoje.Sim, porque a luta pela independência continuará enquanto houver um só interesse nacional a defender e um único brasileiro a ser libertado da miséria. No dia da Pátria, quero refletir com cada um de vocês sobre a extraordinária capacidade que temos, povo e governo, de enfrentar e superar desafios.Se há uma característica marcante do povo brasileiro é a de lutar contra a adversidade e vencê-la. O diferencial do meu governo é justamente este, o de não recuar diante dos obstáculos, por maiores que sejam e superá-los. Foi assim desde o início. Juntos, governo e povo, fizemos o Brasil voltar a crescer de modo sustentado. Os resultados estão aí, à vista de todos. O Brasil entrou definitivamente na rota do desenvolvimento. E nada nos desviará desse caminho. A dívida social teria desanimado quem não estivesse, como eu, habituado a enfrentar dificuldades. Mas pusemos mãos à obra, implantamos programas sociais inovadores, passamos a enxergar e a cuidar dos pobres deste país. Ainda temos muito o que fazer, mas os resultados já estão aparecendo. O Brasil está mudando para melhor. E mudará cada vez mais, porque foi para isso que viemos, para juntar o econômico com o social, para juntar os números da economia com a qualidade de vida das pessoas. E estamos semeando o futuro, investindo fortemente na educação e na infra-estrutura.Hoje, podemos dizer com humildade, mas com o sentimento do dever cumprido: o Brasil está se tornando um país cada vez mais produtivo e solidário. Permitam-me nesse dia da Pátria, dia da soberania nacional, celebrar com vocês uma grande conquista: este ano alcançaremos a nossa auto-suficiência na produção de petróleo, que tornará o Brasil muito menos vulnerável diante das crises internacionais. Por isso, digo a vocês com toda a convicção: da mesma forma que soubemos vencer o desafio da crise econômica, e estamos vencendo o desafio da dívida social, saberemos superar com coragem e serenidade as atuais turbulências políticas.A crise política também será vencida, pelo Congresso, pelo governo e pelo povo brasileiro. Será vencida com a apuração cabal de todas as denúncias e com a punição rigorosa dos culpados. Nem eu nem vocês admitiremos qualquer contemporização, nenhum acordo subalterno. Doa a quem doer, sejam amigos ou adversários.O fundamental é que a verdade prevaleça e que não haja impunidade. Que as CPIs apurem, que a Polícia Federal investigue, que o Ministério Público denuncie, e que a justiça, soberana, julgue.O que não podemos, de modo algum, é permitir que essa crise política seja manipulada por interesses menores e se alastre artificialmente, contaminando de modo abusivo e desnecessário a vida nacional.Por isso, faço questão de tranqüilizar as pessoas de bem, e advertir aos mal intencionados, que as turbulências políticas não vão tirar o governo do seu rumo.A política econômica será mantida, a política social continuará sendo ampliada, a política externa seguirá seu curso e a vigilância ética será redobrada. É preciso separar o joio do trigo para que possamos punir quem deve ser punido, inocentar quem deve ser inocentado, corrigir o que deve ser corrigido e seguir em frente, construindo um país mais transparente, com nossa democracia fortalecida. Porque o Brasil é maior, muito maior do que tudo isso. E não podemos perder as oportunidades econômicas e sociais que nós mesmos construímos, à custa de muito sacrifício.. Que estejamos todos à altura do país sonhado pelos fundadores da nacionalidade.Obrigado e boa noite."MANIFESTO DE APOIO AO “ZÉ DIRCEU”Confira abaixo a íntegra do manifesto assinado por artistas, jornalistas, publicitários e intelectuais contra a cassação do deputado José Dirceu (PT-SP), ex-ministro da Casa Civil.Em defesa da democracia e da Constituição Cassação do deputado José Dirceu é um ato de injustiçaO país atravessa há praticamente cinco meses uma avalanche de denúncias e especulações. A partir de depoimentos do ex-deputado Roberto Jefferson, nos quais acusou a existência de um suposto esquema para compra de votos entre parlamentares, teve início uma escalada para colocar no banco dos réus o governo do presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores. Um clima de rancorosa euforia tomou conta das forças oposicionistas. Não hesitaram em classificar e reinterpretar os fatos de acordo com suas conveniências. Pouco importa que nenhuma prova concreta corrobore a versão difundida por setores da mídia convertidos em supremos promotores pairando acima das instituições democráticas. Aos acusadores sequer interessa que as investigações não tenham, até o presente, confirmado qualquer esquema para compra de votos na Câmara. Ou que inexistam evidências sólidas contestando o depoimento do ex-tesoureiro petista, segundo o qual recursos não-contabilizados saldaram dívidas eleitorais e foram originados por empréstimos bancários legalmente reconhecidos pelo Banco Central. Um grave delito foi cometido, aliás confessado por seus autores, quando se recorreu a métodos irregulares de financiamento, em flagrante violação da lei eleitoral. Milhões de cidadãos não escondem sua decepção com a contaminação do PT por este expediente tradicional e perverso de nosso sistema político. Mas a exploração pública que agora disso se faz contraria preceitos constitucionais e revela ranço antidemocrático. Ignoram-se o direito de defesa, a presunção da inocência, o devido processo legal e a isenção investigativa. Nos momentos de maior histeria, o objetivo chegou a ser o mandato delegado pelo povo ao presidente da República. Mas desde o início da crise, de forma intensa e incessante, o peso principal de tamanha artilharia recaiu sobre o deputado José Dirceu de Oliveira e Silva, ex-presidente do PT e ex-chefe da Casa Civil. Não há contra este parlamentar indícios materiais que o vinculem aos recursos irregulares. A principal testemunha de acusação, o ex-deputado Roberto Jefferson, perdeu seu mandato, entre outras razões, porque denunciou sem provas a existência do chamado "mensalão", quebrando o decoro parlamentar. Um paradoxo que não pode calar: o mesmo colegiado que cassou um dos seus por acusação caluniosa pode expulsar de suas fileiras a principal vítima das calúnias de quem foi condenado exatamente por suas mentiras? Não estão em questão os erros que o ex-ministro possa ter cometido ou sua responsabilidade política pela crise que atravessa seu partido e o país. A democracia prescreve, para esses males, o julgamento das urnas e a crítica dos correligionários. Imputam-se ao ex-ministro, isto sim, delitos que configurariam desrespeito aos compromissos exigíveis de um mandatário . A ausência de provas levou seus denunciantes a um eufemismo, apelidando de julgamento político um processo que fere garantias constitucionais e ameaça transformar as instituições parlamentares em tribunal de exceção. A Câmara dos Deputados tem a oportunidade e o dever cívico de impedir esse retrocesso. O deputado José Dirceu não pode ser banido uma segunda vez da vida pública pelo projeto político que representa. Não pode ser punido para satisfazer o ódio dos que sempre foram inimigos das causas que abraçou. Não pode ser cassado para saciar a fome de vingança das forças que historicamente resistiram às mudanças e aos sonhos. Defendemos o mandato do deputado José Dirceu. Não precisamos desculpá-lo por seus equívocos, concordar com suas atitudes ou subscrever suas idéias. Mas a cassação desse parlamentar seria uma afronta às regras democráticas cuja conquista custou tanta luta e sacrifício. Assinam o manifestoabelardo blanco (arquiteto) >> afonso borges (jornalista e produtor cultural) >> afonso magalhães (coordenador da central de movimentos populares) >> aldo lins e silva (advogado e conselheiro da república) >> alfredo buso (arquiteto) >> aluisio palmar(jornalista) >> alvaro caropreso (jornalista) >> ana clara schemberg (bióloga) >> ana de hollanda (cantora) >> antonio abujamra (dramaturgo) >> antonio grassi (ator) >> antonio netto (presidente da cgtb) >> antonio pitanga (ator) >> argemiro ferreira (jornalista) >> ariovaldo ramos (pastor evangélico) >> aton fon filho (advogado) >> augusto boal (autor e diretor teatral) >> beth fleury (jornalista e escritora) >> caio rosenthal (médico) >> cecília vicente de azevedo alves pinto (escritora) >> cláudio cerri (jornalista) >> claudio kahns (cineasta) >> claudio tozzi (pintor) >> consuelo de castro (escritora) >> cosette alves (empresária) >> dalmo dallari (jurista) >> darcio pauperio serio (advogado) >> eduarda duvivier (arquiteta e escultora) >> eduardo fagnani (economista) >> emir sader (cientista político) >> fernando lyra (advogado) >> fernando morais (escritor) >> flávio tavares (jornalista e escritor) >> frederico mazzucchelli (economista) >> gianfrancesco guarnieri (ator e escritor) >> guilherme fontes (ator e cineasta) >> hildegard angel (jornalista) >> jards macalé (músico) >> joão felício (presidente da cut) >> josé de abreu (ator) >> josé roberto aguilar (artista plástico) >> laércio de almeida lopes (psiquiatra) >> lawrence pih (empresário) >> lia ribeiro dias (jornalista) >> luciano chirolli (diretor de teatro) >> luciano coutinho (economista) >> lucy barreto (produtora de cinema) >> luis vergueiro (publicitário) >> luiz carlos barreto (cineasta) >> luiz fernando emediato (jornalista e editor) >> luiz gonzaga belluzzo (economista) >> luiz paulo rosenberg (economista) >> malu alves ferreira (jornalista) >> manoel de serra (presidente da contag) >> márcia frazão (escritora) >> maria alice vergueiro (atriz) >> maria augusta carneiro ribeiro (socióloga) >> maria das graças sena (produtora de cinema) >> maria do amparo araújo (familiares de mortos e desaparecidos) >> maria helena moreira alves (cientista política) >> mariza leão (cineasta) >> olgária mattos (filósofa) >> oscar niemeyer (arquiteto) >> osmar prado (ator) >> ottoni fernandes jr. 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José Dirceu de Oliveira e Silva (Passa-Quatro, 16 de março de 1946) é um político e advogado brasileiro, com base política em São Paulo.Foi líder estudantil entre 1965 e 1968, ano em que foi preso em Ibiúna, no interior de São Paulo, durante uma tentativa de realização do XXX Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE). Em setembro de 1969, com mais quatorze presos políticos, deportados do país, em troca da libertação do embaixador americano Charles Elbrick, foi enviado para o México, a bordo de um avião Hércules 56 do exército brasileiro. Posteriormente exilou-se em Cuba. Fez plásticas e mudou de nome para não ser reconhecido em suas tentativas de voltar ao Brasil após ser exilado, e voltou definitivamente ao país em 1971, vivendo um período clandestinamente em São Paulo e em algumas cidades do Nordeste e, quando teve novamente sua segurança ameaçada, retornou a Cuba. Em 1975 retornou ao Brasil, estabelecendo-se clandestinamente em Cruzeiro do Oeste, no interior do Paraná. Com a redemocratização, em 1980, ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores, do qual foi presidente nacional durante a década de 1990. Exerceu vários mandatos: entre 1987 a 1990 foi deputado estadual constituinte por São Paulo, e, em 1991, 1998 e 2002 elegeu-se deputado federal. Em janeiro de 2003, após tomar posse na Câmara dos Deputados, licenciou-se para assumir o cargo de Ministro-Chefe da Casa Civil da Presidência da República, onde permaneceu até junho de 2005. Retornando à Câmara para se defender, Dirceu teve seu mandato de deputado federal cassado no dia 1º de dezembro de 2005, tornando-se inelegível até 2015.Foi sucedido na presidência do PT por José Genoíno. Genoíno, por sua vez, foi substituído por Tarso Genro, que completou o mandato de Dirceu. Depois disso, Ricardo Berzoini foi eleito o novo presidente do PT.Índice
[editar] BiografiaJosé Dirceu iniciou sua militância política no movimento estudantil em 1965, ano em que iniciou seus estudos de Direito na PUC-SP, sendo vice-presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) no período de 1965-66. Ainda em 1966 rompeu com o Partido Comunista Brasileiro (PCB) e ajudou na formação paulista das chamadas "Dissidências", em São Paulo a sigla era "DI-SP" (esta organização acabou tendo enorme afinidade política com o grupo de Carlos Marighella, que mais tarde viria formar a Ação Libertadora Nacional). No entanto, Dirceu nunca fez parte dos quadros da ALN. Em 1967 Dirceu, que era conhecido pelo codinome de "Daniel", presidiu a União Estadual de Estudantes (UEE), firmando-se como líder estudantil.Em 1969 os grupos guerrilheiros marxistas-lenistas conhecidos como MR-8 e ALN seqüestraram o embaixador dos Estados Unidos da América, Charles Burke Elbrick. Os revolucionários exigiram a libertação de uma lista de prisioneiros políticos, entre eles José Dirceu. O incidente do seqüestro do embaixador foi contado no livro "Que é isso companheiro?" (1979), de autoria do deputado Fernando Gabeira (PV), posteriormente transformado em filme (Bruno Barreto, 1997). Em 2007, o diretor Silvio-Da-Rin lançou o documentário "Hércules 56", onde os protagonistas relatam em detalhes sobre o episódio do sequestro e da libertação dos 15 presos. O filme dá voz também a todos os que foram trocados pelo embaixador americano e que ainda estão vivos.Os presos trocados pelo embaixador, deportados do Brasil, seguiram para o México, a bordo do avião do exército Hércules 56. De lá seguiram para Cuba e Paris. Dirceu foi para Cuba. Durante o exílio, trabalhou, recebeu treinamento militar, estudou na ilha.Retornou ao Brasil em 1971, ficou clandestino em São Paulo e em algumas cidades do nordeste onde participou de ações armadas. Em 1975, em Cuba, alterou sua aparência através de uma cirurgia plástica e retornou ao Brasil, com o nome falso de "Carlos Henrique Gouveia de Mello", instalando-se na cidade de Cruzeiro D´Oeste, no Paraná. Lá casou-se com sua primeira esposa, Clara Becker, e passou a viver em total clandestinidade, omitindo seu passado e sua verdadeira identidade até mesmo de sua esposa, para preservá-la de riscos. Em Cruzeiro, reservadamente, acompanhava os acontecimentos políticos do país.Em 1979, com a anistia, retornou a Cuba, desfez a cirurgia plástica e, em dezembro de 1979, voltou definitivamente para o Brasil, onde passou a participar das atividades políticas em curso, que deram origem ao PT.Em 1986, foi eleito deputado estadual constituinte em São Paulo pelo PT, exercendo mandato entre 1987 e 1991. No período, notabilizou-se pela forte oposição à administração do então governador Orestes Quércia.Em 1992, no exercício do mandato de deputado federal, foi o autor - ao lado do senador Eduardo Suplicy - do pedido para a instalação da CPI que levou o então presidente Fernando Collor de Mello ao impeachment. Dois anos depois foi o candidato petista ao governo de São Paulo, mas acabou ficando em terceiro lugar atrás de Mário Covas (PSDB) e Francisco Rossi (então no PDT).Em 1995, foi indicado por Lula para disputar o encontro nacional do partido e ganhar a presidência nacional do Partido dos Trabalhadores, cargo para o qual se reelegeria em 1997 e 2001 (esta por eleições diretas entre filiados do PT).[editar] Apogeu e queda José Dirceu foi Ministro-Chefe da Casa Civil no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de 1 de janeiro de 2003 até 16 de junho de 2005, quando pediu demissão do cargo de ministro, e voltou a seu antigo cargo de deputado federal por São Paulo (era até então deputado licenciado) do Partido dos Trabalhadores.Ocupou o principal posto da coordenação política do governo, sendo tratado pela imprensa como o verdadeiro homem forte da administração federal, a quem caberiam efetivamente as decisões, como um super-ministro e "primeiro ministro".Sua demissão ocorreu em meio à crise política que surgiu após denúncias de corrupção nos Correios e em outras empresas estatais, vindas à tona após acusações do deputado Roberto Jefferson. Reassumiu, então, seu mandato de deputado federal.Embora a oposição tenha afirmado diversas vezes que o presidente tenha demitido o ministro por reconhecer a culpa do mesmo, Lula nunca assumiu publicamente a hipótese.No dia 1 de dezembro de 2005, aproximadamente à meia-noite e meia, José Dirceu teve seu mandato cassado por quebra de decoro parlamentar. O placar da votação foi de 293 votos a favor da cassação e 192 contra; com isso, José Dirceu ficou inelegível até 2015. O relator do processo de cassação de José Dirceu no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados foi Júlio Delgado.No dia 30 de março de 2006, o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, denunciou ao Supremo Tribunal Federal (STF), quarenta supostos participantes do esquema do mensalão. O procurador indiciou por crimes graves, como corrupção ativa, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e peculato os ex-ministros mais importantes do governo, José Dirceu (Casa Civil) e Luiz Gushiken (Comunicação Estratégica). Os três últimos foram afastados da direção do Partido dos Trabalhadores em decorrência do escândalo, enquanto Dirceu saiu do governo federal por ser insustentável a sua permanência na Casa Civil, pressão esta exercida pelo escândalo em que estava envolvido. O relator do caso no Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa (nomeado por Lula), atribuiu a liderança no esquema do "mensalão" a José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares e Sílvio Pereira.[editar] Atividade política· 1981-1986: Assistente Jurídico, Auxiliar Parlamentar e Assessor Técnico na Assembléia Legislativa de São Paulo.· 1981-1983: Secretário de Formação Política do PT· 1987-1993: Secretário-Geral do Diretório Nacional do PT· 1984: Integrante da Coordenação da campanha pelas eleições diretas para Presidente da República do Brasil· 1986: Deputado estadual em São Paulo pelo PT· 1989: Constituinte Estadual de São Paulo· 1989: Integrante da Coordenação da campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva· 1990: Deputado federal por São Paulo pelo PT· 1991-1995: deputado membro das Comissões de Constituição e Justiça, Defesa Nacional, Reforma da Legislação Eleitoral e Partidária, Ciência, Tecnologia e Comunicações· 1994: candidato ao Governo de São Paulo. Ficou em terceiro lugar com 14,86% dos votos válidos· 1994: Integrante da Coordenação da campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva· 1995: Presidente do PT· 1997: Presidente do PT· 1998: Deputado federal por São Paulo pelo PT· 1998: Integrante da Coordenação da campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva· 1999: Presidente do PT· 2001: Presidente do PT· 2002: Deputado federal por São Paulo pelo PT. Segundo deputado mais votado do Brasil.· 2002: Coordenador-geral da campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva· 2003: Ministro de Estado Chefe da Casa Civil da Presidência da República· 2005: Reassume seu mandato como deputado federal.· 2005: É cassado pelo plenário da Câmara dos Deputados ficando inelegível até 2015. O Wikiquote tem uma coleção de citações de ou sobre: José Dirceu. O Wikimedia Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre José Dirceu· Defesa de José Dirceu· Mensalão: Procurador-geral da República denuncia 40 pessoas· Denúncia do procurador-geral da República ao Excelentíssimo Senhor Ministro Joaquim Barbosa· Escândalo do Mensalão/Hora das Conclusões, Folha de São Paulo Precedido porPedro Parente Ministro chefe do Gabinete Civil2003 — 2005 Sucedido porDilma Rousseff
[Expandir] v • d • eMinistros da Casa Civil do Brasil (1930 — 2009)



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Mapa da escravidão sexual infantil na Amazônia
Agosto 21, 2007 por Ana
Investigação identifica exploração sexual de crianças em 109 municípios da Região Norte. O Pará foi o lugar com o maior número de casos.

“Foi constatado no início da década de noventa pelo jornalista da Folha de São Paulo, Gilberto Dimenstein, que no Vale do Jarí haveria prostituição infantil em larga escala” – comentou Camilo Capiberibe. Com efeito, o rio Jari divide o Amapá do Pará desde a Serra do Tumucumaque, na fronteira com o Suriname, até desaguar no rio Amazonas, no sul do Amapá. O Beiradão, no município amapaense de Laranjal do Jarí, é apenas uma das zonas de “fronteira” na Amazônia nas quais a escravidão sexual infantil é crime banalizado e recorrente.
O mapa de 2006 da exploração sexual de crianças traçado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos do governo federal localiza esse tipo de crime em 109 municípios da Região Norte: 9 no Acre; 6 no Amapá; 19 no Amazonas; 37 no Pará; 14 em Rondônia; 5 em Roraima; e 19 no Tocantins.

Amapá-Guiana Francesa, rota da prostituição
O comércio de crianças amapaenses e paraenses é intenso na Guiana Francesa e no Suriname, ao norte do Amapá, principalmente em cidades como Kourou, onde fica a base francesa de lançamento de satélites; o balneário de Montjoly e Saint Laurent. Meninas e meninos amapaenses e paraenses são bastante apreciados para bacanais, corrompidos por promessas de casamento com franceses ou pela possibilidade de ir para a Europa, onde imaginam que possam ganhar até 100 euros, cerca de R$ 400, por programa, escapando, assim, da miséria.
Dos 200 mil habitantes da Guiana Francesa, 50 mil são brasileiros ilegais, amapaenses em sua maioria, que fogem do Amapá, estado assolado pela miséria social, roubalheira de colarinho branco, nepotismo e corrupção no governo.
A capital, Macapá, é reflexo do desleixo administrativo. É uma cidade sem esgoto, cheia de ruas esburacadas e que ficou ainda mais inchada e violenta sob o atual comando do prefeito petista João Henrique.
Enquanto a cidade sucumbe a uma epidemia de dengue e ao inchaço, João Henrique incha lambendo uma boa garrafa; e enquanto pacientes morrem nos hospitais públicos do estado, devido à roubalheira na Secretaria de Saúde, o governador Waldez Góes (PDT) despeja uma grana preta na Beija Flor de Nilópolis para homenagear o Amapá no Carnaval de 2008. As escolas de samba cariocas não fazem isso por menos de R$ 5 milhões.
Voltando à rota da prostituição infantil, próximo de Caiena, a capital da colônia francesa na Amazônia, localiza-se a cidade amapaense de Oiapoque. A maior economia do município aparentemente é sexo, pois a cidade é a porta de entrada para a prostituição internacional na Amazônia Caribenha. Antes de as meninas seguirem para as três Guianas, passam, geralmente, por um estágio em Oiapoque. Boates locais são o internato que prepara meninas e meninos para o abate.
Assim, guianenses que atravessam o rio Oiapoque atraídos por sexo são recebidos na cidade de braços abertos – inúmeros bares nos quais o lenocínio prospera, de manhã à noite, açougues onde se pode comprar crianças de 13 anos, em média. No Amapá , cidades como Laranjal do Jari, Tartarugalzinho, Calçoene e Santana, esta, na zona metropolitana de Macapá, são, como Oiapoque, vitrines de carne infantil.
Boca de siri. Falou, morreu
Em 2006, adolescentes de Altamira, no Pará, que caíram nas garras de uma quadrilha de exploração sexual e a denunciaram, são ameaçados de morte se derem com a língua nos dentes na Justiça. A polícia paraense, despreparada, não pode dar segurança às vítimas e só conseguiu provas contra 3 dos 15 acusados. A ação da quadrilha envolve inclusive um político e empresários. “É uma rede complexa de exploração sexual, com várias vítimas e vários adultos envolvidos. É preciso que haja vontade política para que se chegue aos outros envolvidos” – disse, à época, Ana Lins, advogada da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SPDDH).
Em março daquele ano, a polícia de Altamira localizou várias adolescentes, algumas dadas como desaparecidas por suas famílias, em uma chácara, onde eram embebedadas e servidas em banquetes sexuais fotografados. As fotos eram divulgadas na internet. As orgias ocorriam também em motéis da cidade e em imóveis de um dos acusados, além de chácaras e balneários no município, onde as bacanais duravam dias.
Ameaçadas de morte, vítimas e suas famílias, e testemunhas, desdisseram nos depoimentos à Justiça as declarações prestadas no inquérito policial. Uma das vítimas contou que foi ameaçada na porta da escola onde estuda. Sua família recebeu até bilhetes com ameaças de morte. A jornalista Iolanda Lopes, que denunciou a quadrilha em várias reportagens, disse que recebeu três telefonemas ameaçadores.
As adolescentes foram, ainda, humilhadas na Câmara de Altamira, onde tiveram seus nomes divulgados durante sessão plenária. “A vergonha, a humilhação, o sentimento de desesperança e a depressão são alguns sintomas encontrados em várias das vítimas desse tipo de crime” – comentou a advogada Ana Lins. “A revitimização é o calvário de ter que reviver os momentos do crime ao ter que relatá-los várias vezes. Esse calvário vai desde não ser atendida dignamente na delegacia, às vezes esperando horas e horas, até conseguir registrar a ocorrência policial, a realização de exames periciais sem a devida humanização do servidor responsável, até ver os algozes soltos livremente e voltando a delinqüir em alguns casos.”
Ainda no Pará, em janeiro de 2005, o Jornal Nacional, da TV Globo, publicou uma série de reportagens intitulada Povos das Águas, na qual focalizou o trânsito de balsas em Breves, na ilha do Marajó. Nessas balsas, na cabine de carros, crianças de famílias carentes servem de repasto sexual durante o cruzamento do rio. De um modo geral, os municípios marajoaras são miseráveis, apesar da natureza pujante da maior ilha flúvio-marítima do mundo. O Marajó, uma das mais belas regiões do planeta, é do tamanho da Suíça. A ilha é banhada pelos rios Amazonas e Tocantins, e pelo Oceano Atlântico.
Meninas somem em Rondônia
Em agosto de 2005, Janaina dos Santos Pereira, 13 anos, que morava com seus avós, e Daiane dos Santos Moraes, 16 anos, sumiram na zona rural do município de Presidente Médici, em Rondônia. Para a Polícia Militar de Rondônia, o desaparecimento de Janaina era a ponta do iceberg de uma rede de tráfico de adolescentes. Cerca de 10 meninas, entre 13 e 16 anos, haviam desaparecido de Presidente Médici em apenas uma semana.
Uma das adolescentes foi encontrada em um acampamento do Movimento dos Sem-Terra (MST), na região. O possível corruptor, membro do MST, conseguiu fugir ao perceber a chegada da polícia. Outra adolescente foi encontrada na cidade de Sapezal, em Mato Grosso , grande produtora de soja. Teria sido aliciada por uma mulher. A polícia de Presidente Médici acredita na ação de uma rede de tráfico de crianças e adolescentes para escravidão sexual no Amazonas, Acre e Roraima.
Deputado Federal fez turismo sexual na Amazônia

O plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal decidiu fechar os olhos e arquivar processo contra o deputado Benício Tavares (PMDB), que responde na Justiça por turismo sexual no estado do Amazonas. Benício foi liberado por 14 votos favoráveis e 10 abstenções. Como é blindado pela imunidade parlamentar, enquanto for reeleito será um turista livre. Em 2007, o governador de Brasília, José Roberto Arruda (DEM), deu a Benício Tavares a Administração Regional de Ceilândia, o maior colégio eleitoral da cidade-estado. O povo se revoltou, pois, além de corruptor de menor, Benício Tavares é acusado de desvio de dinheiro. Arruda teve de tirá-lo do cargo.
Madrugada de 16 de setembro de 2004, marina da Ponta Negra, Manaus, Amazonas. A bordo do iate Amazonian, de 25 metros de comprimento, 15 políticos e empresários de Brasília e de São Paulo aguardam um carregamento para zarpar rio Negro acima, aparentemente para uma pescaria em Barcelos, a 450 quilômetros da capital amazonense, em passeio organizado pelo dentista paulista Flávio Talmelli. Era o terceiro ano que o alegre grupo de políticos e empresários candangos-paulistas se reunia.
Finalmente o carregamento chega. São peixes servidos antes mesmo da pescaria: 17 meninas, a maioria delas menor, aliciadas em casas noturnas de Manaus. O programa, de dois dias e duas noites renderia R$ 400 a cada uma, fora gorjetas. As garotas foram conduzidas ao iate pela cafetina Dilcilane de Albuquerque Amorim, conhecida como Dil, 33 anos, que ganharia R$ 100 por garota.
Domingo 19. As meninas se dividiram em dois grupos para o retorno a Manaus. O Amazonian, com os políticos e empresários, seguiu rio Negro acima, com destino a um hotel na selva. Doze meninas retornaram a Manaus. No fim do dia, as cinco meninas restantes retornaram também, no barco Princesa Laura. O barco naufragou naquele mesmo domingo, entre Manaus e Barcelos, com 100 passageiros. Morreram 13 pessoas, entre as quais as cinco garotas que participaram da orgia: Amanda Ferreira Silva, 20 anos; Marlene Cristina dos Santos Reis, 19; Suzie Nogueira Araújo, 18; Taiane Barros, 17; Hingridy Florêncio Viana, 16.
Dois dias antes do acidente, alguns pais queixaram-se à polícia sobre o desaparecimento de suas filhas. Agentes da Delegacia Especializada de Assistência e Proteção à Criança e ao Adolescente de Manaus (Deapca) descobriram que as meninas mortas haviam participado de uma bacanal e eram as mesmas que estavam sendo procuradas pelos pais. Depois, localizaram algumas meninas que retornaram a Manaus, do Amazonian. Descobriu-se, então, que três homens que estavam no Amazonian deixaram a embarcação em Barcelos e, dia 23 de setembro, retornaram a Manaus, em avião da Apuí Táxi Aéreo.
Foi aí que identificaram o então presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputado distrital Benício Tavares da Cunha Melo, do PMDB, que adotou o nome Benício Mello (prenome e último sobrenome); Randal Mendes (Sérgio Randal), cunhado de Benício Tavares e, então, chefe de gabinete da presidência da Câmara Legislativa do DF; e o advogado brasiliense Marco Antônio Attié.
Uma das menores ouvidas pela polícia disse que Benício Tavares manteve relações sexuais com pelo menos duas menores, uma das quais Taiane Barros, 17 anos, mãe de um bebê de sete meses, e que morreu afogada no Princesa Laura. Outra garota afirmou, em depoimento à polícia, que manteve relações sexuais com Benício, que teria pago R$ 500 a ela. Uma menor disse que Benício lhe ofereceu R$ 500 para manterem relações sexuais, mas ela recusou. Seis das moças que estiveram a bordo do Amazonian garantem que Benício chegou a pagar valores entre R$ 200 e R$ 1 mil para manterem relações sexuais com ele, inclusive com as menores de idade.
Das 17 meninas contratadas para a bacanal, seis afirmaram, em depoimento à delegada Maria das Graças Silva, titular da Delegacia Especializada de Assistência e Proteção à Criança e ao Adolescente, que Benício Tavares esteve no iate nos dias 17, 18 e 19 de setembro, e que manteve relações sexuais com várias garotas, entre as quais pelo menos duas menores. A delegada garante que coletou elementos suficientes para provar a participação de Benício Tavares em turismo sexual. Maria das Graças Silva mostrou, dia 27 de setembro, fotografias de Benício Tavares a três meninas que participaram da orgia. Elas identificaram imediatamente o parlamentar, que é paraplégico.
Três meninas ouvidas pela polícia garantem que no iate Amazonian havia bebida alcoólica e drogas, e que foram realizados desfiles de garotas nuas e sorteio de brindes aos participantes. Em depoimento à polícia, a cafetina Dil declarou que a bacanal foi contratada pelo dentista paulista Flávio Talmelli. “Ele disse que o passeio seria muito divertido e que todas as despesas, desde hospedagem a alimentação, seriam pagas por seus amigos. Somente convidei algumas amigas” – defendeu-se Dil. As garotas disseram à polícia que foram enganadas por Dil. O combinado é que receberiam R$ 400, mais gorjetas, mas, a bordo, receberam somente R$ 200.
Em nota oficial, divulgada no dia 27 de setembro de 2004, Benício Tavares confirmou a viagem a Manaus, de 16 a 22 de setembro, para pescar no rio Negro, hobby até então insuspeito. Confirmou também o vôo Barcelos-Manaus. Negou relacionamentos sexuais com garotas menores de idade. Para fazer a viagem turística, Benício se licenciou da Câmara, da qual era presidente, por 10 dias, embora a casa estivesse votando uma pilha de matérias e sua presença fosse importante. Foi confirmada também a presença, no iate, do chefe de gabinete da presidência da Câmara, Randal Mendes, cunhado de Benício Tavares, e do advogado brasiliense Marco Antônio Attié.
O Conselho Especial do TJDF instaurou processo penal contra Benício, em ação movida pelo Ministério Público, mas a decisão nunca foi publicada no Diário da Justiça. O assessor criminal do procurador geral do Ministério Público, promotor de Justiça Andrelino Bento Santos Filho, explica que o processo não apresenta complexidade que justifique a demora da sua abertura. Com o passar do tempo, as testemunhas tornam-se mais difíceis de encontrar e mais tempo será empregado para suas localizações. Além disso, a gravidade do crime exige rigor.
Digamos que Benício Tavares está dizendo a verdade, que não se envolveu com menores. Por que, então, não denunciou o turismo sexual à polícia?
BR-364, rota da prostituição
Em 1979, fiz, para o antigo mensário Varadouro, em Rio Branco , uma reportagem sobre o tráfico de meninas pela BR-364, espinha dorsal do Acre, que liga o estado ao resto do país. Freqüentei boates e bares, pontos de encontro de caminhoneiros, entrevistei prostitutas e rodoviários, e bisbilhotei registros policiais, concluindo que parte dessas meninas que sumiam em Rio Branco era atirada em prostíbulos de Porto Velho, Manaus e Goiânia. Outras, simplesmente fugiam da miséria. Vinte e sete anos depois, a situação piorou, e muito. O drama, que afeta toda a Amazônia, foi ampliado em escala assustadora.
No Brasil, foram identificadas 241 rotas de tráfico de mulheres, crianças e adolescentes; 76 na Amazônia, segundo a Pesquisa sobre Tráfico de Mulheres, Crianças e Adolescentes para Fins Sexuais, coordenada pelo Centro de Referência, Estudos e Ações sobre Crianças e Adolescentes (Cecria), em 2002, confirmada, em 2005, pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Exploração Sexual, do Congresso Nacional. A CPI descobriu, por exemplo, que candidatas a modelo, em Manaus, eram enviadas para o exterior, principalmente Madrid, Espanha, para escravidão sexual.
A Interpol francesa calcula que a rede internacional de tráfico de pessoas movimenta cerca de US$ 9 bilhões por ano. Mas parte dessas pessoas fica aqui mesmo, no país. Conforme o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho da Oitava Região, José Cláudio Pinto Filho, o tráfico interno atende mais o comércio de escravos para trabalhos no campo. O mercado brasileiro importa também mulheres da Bolívia, para escravidão sexual em Rondônia, e do Peru, para trabalhados forçados em confecções
em São Paulo.
Assim como ocorre com políticos corruptos, a imunidade, digo, impunidade, é garantida. O holandês Kunathi, um dos maiores traficantes de pessoas em atividade na Amazônia, já foi preso em flagrante, no Pará, mas a Justiça o soltou para responder ao processo em liberdade. Não deu outra, Kunathi fugiu para o Suriname, onde é dono da maior boate local, na qual só trabalham brasileiras, muitas delas do Pará e do Amapá.
Fonte: Ray Cunha, Agência Amazônia
: Putinhas de Manaus
«Chocado, delegado Ramos? Isto não é a Europa. Eu conheci um deputado federal do Acre que mandava serrar suas vítimas. Duas delas foram cortadas aos pedaços mas ainda vivas, com uma serra a motor, das que cortam florestas. Era deputado. Estas mulheres foram poupadas à serra.»
«Já sabe o que se passou?»
«Está apurado, sim. Estava pensando, quando chegou, que devia deixar o espetáculo durando mais um pouco, até chegarem as cameras da televisão. É bom que eles vejam e ponham o retrato em cadeia nacional. Essas mulheres eram prostitutas de Manaus e foram contratadas para uma viagem de barco com alguns convidados que estavam de visita. Deputados, médicos, uma convenção sobre o futuro da Amazônia. Algumas dessas garotas estão marcadas a golpes de faca. Hoje em dia, há gente que só consegue foder depois de um filme desses. A tragédia é que o barco que veio recolhê-las, um desses barcos de porte médio, naufragou de madrugada, era muita gente. O barco dos convidados tinha partido e não voltou atrás. Elas não sabiam nadar e morreram.»
«Naufragou?»
«É o que ficará escrito.»
«Mas não foi isso que aconteceu?»
«Provavelmente não. O barco em que elas vinham pode ter sido assaltado, por exemplo, elas foram esfaqueadas, se resistiram, afundaram o barco. Mas há explicações para ambas as ocorrências, a do acidente e a do assalto. Temos de estar preparados para os dois cenários.»
«Sabe quem são os do outro barco?»
«Os clientes?. Ah, delegado Ramos. Sabe quantos aviões partiram hoje de Manaus, pela manhã, bem cedo? São Paulo, Brasília, Belém. E ligações a partir daí. Para Goiânia, Rio, Belo Horizonte, Porto Alegre. Sem falar dos que foram para Petrolina e Saquarema, Vitória ou Pindamonhangaba. Acha que eu posso ir buscá-los a todos?»
«A alguns.»
«Não posso. São doze putinhas de rua. Nem a um bordel pertencem. Estão ali, mortas. Algumas pessoas de família vieram reconhecer uma ou outra, mas queriam saber se tinham dinheiro com elas, em algum lado, numa bolsa, numa mochila, na calcinha, no sapato. Mais nada. São putinhas de Manaus.»

em Longe de Manaus (Asa), de Francisco José Viegas, págs. 271/272

Considere-se, insisto, pronto para filmar!



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DEPUTADO ESTADUAL DO PARANÁ , RIBAS CARLI, SAI DA FARRA VOANDO BAIXO E PROVOCA COLISÃO MATANDO DOIS JOVENS
Testemunhas dizem ter visto deputado embriagado



A Rádio CBN de Curitiba conversou com quatro testemunhas - cujos nomes não foram revelados - que relataram ter visto o deputado estadual Fernando Ribas Carli embriagado minutos antes do acidente em que duas pessoas foram mortas. Agora à tarde, canais de televisão exibiram cópia do relatório do Siate de Curitiba, no qual os socorristas apontam que o condutor do Passat - o deputado Ribas Carli - apresentava "hálito etílico". O relatório dos socorristas é preenchido em todos os acidentes com vítimas. Segundo a reportagem da Rádio CBN, o deputado chegou a cair antes de embarcar no carro e a discutir com os familiares, que diziam que ele estava sem condições para dirigir. O acidente ocorreu na madrugada de quarta para quinta-feira da semana passada e morreram no local dois jovens: Gilmar Rafael Yared, de 26 anos, e Carlos Murilo de Almeida, de 20. Na noite do acidente, informou a CBN, o deputado jantou em um restaurante no Bigorrilho, em Curitiba, acompanhado de sete pessoas, divididas em duas mesas. Após o jantar, ele teria se recusado a ir para casa de carona com amigos. Uma das testemunhas disse à emissora ter visto o deputado "visivelmente embriagado" e que ele chegou a cair na calçada, em frente ao estacionamento onde estava o carro Passat, envolvido no acidente. Outra pessoa disse que Ribas Carli saiu do restaurante cometendo diversas irregularidades de trânsito: teria passado uma preferencial, ignorado um sinal vermelho e fugido dos amigos, que foram atrás, tentando acalmá-lo. Segundo a CBN Curitiba, que conversou com quatro pessoas, nenhuma delas foi chamada pela polícia para depor até agora. A reportagem ainda relata que na mesa em que o deputado jantou com um casal de amigos foram servidas quatro garrafas de vinho. O dono encaminhou a conta da mesa à polícia e prestou depoimento à polícia, mas não fala com a imprensa. Dois garçons e duas garçonetes também foram ouvidos e as imagens do circuito interno do restaurante devem ser entregues à polícia nos próximos dias. Mas ainda não foram solicitadas as gravações das câmeras do estacionamento, onde o deputado teria caído embriagado, segundo a testemunha. Investigação Apesar das suspeitas de embriaguez, a polícia não solicitou exames toxicológicos ou de dosagem alcoólica no deputado. Ribas Carli estava com a carteira de habilitação cassada desde julho do ano passado e acumulava 30 multas, sendo 23 por excesso de velocidade. A polícia também não divulgou a que velocidade o deputado dirigia quando causou o acidente que matou os dois jovens embora já tenha recebido as imagens dos radares e do posto de gasolina próximos ao local do acidente. O inquérito foi concluído e o relatório encaminhado ao Tribunal de Justiça do Paraná, já que o deputado tem direito a foro privilegiado. Ninguém fala sobre este assunto. Ribas Carli, que ficou gravemente ferido, foi transferido para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde deverá realizar cirurgias de correção das fraturas na face. Cassação - A família do jovem Gilmar Rafael Souza Yared, 26 anos, um dos mortos no acidente da madrugada de quinta-feira, protocolou na Assembleia Legislativa pedido de cassação do mandato do deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho. O documento será encaminhado para apreciação da Comissão de Ética da Casa.









Comentários dos internautas (06)
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Testemunhas dizem ter visto deputado embriagadoUm cidadão responsável jamais iria dirigir embriagado, ainda mais um deputado estadual que tem o dever de dar exemplo aos demais cidadãos. Deputados estão acima das leis? Claro que não. As leis foram feitas para todos. Logo é profundamente lamentável o fato das autoridades responsáveis pela elucidação e esclarecimentos deste acidente (ou crime) de trânsito não terem solicitado o exame de dosagem alcoólica deste deputado, conforme está sendo divulgado pela imprensa. As famílias dos garotos mortos...+ Veja mais deste comentárioCasemiro Testemunhas dizem ter visto deputado embriagadoEu que sou pai,penso no que falar à um filho nos dias de hoje,quanto a ter precauções.Não bastasse a violência urbana agora temos um representante do povo envolvido num acidente trágico como este.E o que significa foro privilegiado para essa pessoa?Quer dizer que se tivesse estuprado alguém também o teria?30 multas, sem carteira de habilitação e dirigindo a vontade pela capital?Aonde estaremos seguros deste jeito?Que a justiça seja feita!Força a família dos dois jovens mortos.Que Deus nos protej...+ Veja mais deste comentário

Exame confirma que deputado estava embriagado em acidente no PR
Carro de parlamentar colidiu com veículo; dois rapazes morreram.
Deputado tinha 130 pontos na carteira de habilitação.
Di G1, em São Paulo, com informações do Portal RPC*
O resultado do exame de dosagem alcoólica feito na amostra de sangue do deputado estadual Fernando Ribas Carli Filho (PSB) comprovou que o parlamentar estava embriagado no momento do acidente que matou dois jovens em Curitiba, na madrugada de quinta-feira (7).

De acordo com a análise, realizada pelo Instituto Médico-Legal (IML) de Curitiba e divulgado no fim da manhã desta segunda-feira (18) pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), havia no sangue do deputado 7,8 decigramas de álcool por litro de sangue. Para o Código Brasileiro de Trânsito (artigo 306), a apresentação de dosagem acima de 6 decigramas já é considerada crime, e o nível tolerado é de 2 decigramas.

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O material examinado pelo IML foi coletado pelo Hospital Evangélico para exames clínicos logo após o acidente, mas só uma semana depois do acidente, quando a Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran) solicitou as amostras de sangue . “Hoje é possível afirmar com 100% de certeza que o deputado estava sob influência alcoólica no momento da colisão”, disse à Agência Estadual de Notícias o delegado Armando Braga de Moraes Neto, da Dedetran, que acompanha as investigações.

Segundo a Sesp, para a conclusão do inquérito ainda falta finalização de outros laudos periciais, como o de levantamento do local de morte, que possibilitará compreender a dinâmica da colisão e a possível velocidade dos veículos envolvidos, e o resultado da necropsia das vítimas. Ainda nesta semana a polícia pretende realizar a reconstituição do acidente.

Família das vítimas
A empresária Cristiane Yared e a auxiliar de limpeza Vera de Almeida passaram a semana anestesiadas pela dor. Vera e Cristiane perderam seus filhos Carlos Murilo, de 20 anos, e Gilmar Rafael, de 26 anos. O carro onde eles estavam colidiu com o veículo dirigido pelo deputado estadual Fernando Carli Filho (PSB).

O deputado estadual, de 26 anos, estava com a habilitação suspensa. Ele tinha 130 pontos na carteira. Nos últimos seis anos recebeu 30 multas, 23 por excesso de velocidade.

O acidente aconteceu quase 1h da manhã, horário em que, com menos carros circulando, os semáforos piscam a luz amarela, em alerta, em vários cruzamentos de Curitiba. É um sinal para que os motoristas diminuam a velocidade, olhem com atenção e só então avancem. Testemunhas dizem que o deputado ignorou todos esses cuidados e acabou acertando em cheio o primeiro carro que cruzou o caminho dele.
As câmeras do posto de combustível que fica na esquina onde ocorreu o acidente registraram as últimas imagens do carro onde estavam os dois rapazes que morreram. Nas imagens, o carro das vítimas passa em frente ao posto e freia ao se aproximar do cruzamento. Quando avança, é atingido pelo carro do deputado que vinha na outra rua.

Vinho no restaurante
Os garçons e seguranças do restaurante onde o deputado jantou, pouco antes do acidente, confirmaram que ele havia tomado vinho. O socorrista que atendeu Carli Filho registrou no boletim "hálito etílico", ou seja, cheiro de álcool.

Só na última sexta-feira (15), nove dias depois do acidente, a Justiça determinou que seja feito o exame de dosagem alcoólica no deputado. O teste foi feito no sangue colhido no dia do acidente.

Em São Paulo, onde o filho está internado, a mãe do deputado decidiu falar pela primeira vez depois do acidente. “Tenho pensado onde que nós erramos. Você cria o filho, faz tudo por ele, ensina os primeiros passos, e de repente você se vê envolvida numa tragédia, uma dor dessas, onde a vida para”, diz Ana Rita Carli.

O deputado está na UTI. Passou por uma cirurgia que durou 14 horas para recompor os ossos do crânio e da face e ainda deve ser operado novamente. Por ser deputado estadual, Fernando Carli Filho só pode ser julgado por desembargadores do Paraná.
SERÁ QUE TANTA MARACUTAIA, SAFADEZA (OU MAROLINHAS SE QUISEREM... ) TEM JEITO, OU VAMOS PARA O JEITINHO EM 2010 ...???!!!!
Not stress ...PT SAUDAÇÕES... ( Ximenes)
Para escapar à cassação o Deputado renunciou, e aposta no tráfico de sua influencia
Na Justiça Comum... Esse é o Brasil deles....

Um comentário:

Anônimo disse...

Bom dia, estou online também
meu msn é menestrelrj@hotmail.com
Abr. João